CIDADE DO MÉXICO (MÉXICO) - Apr/26
O México era um país que eu ainda não conhecia e tinha bastante vontade de ir - mais pelas praias paradisíacas do Caribe. Mas o destino quis que eu conhecesse primeiro a Cidade do México, e foi uma surpresa muito positiva, pois eu não sabia que a cidade tinha sido o berço da civilização Asteca. Então culturalmente é um destino muito rico.
O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR NESSE POST
Caso queira pular alguma parte, é só clicar no link abaixo para ir direto ao tópico
- Informações gerais (como chegar, quantos dias ficar, onde ficar, como se deslocar, língua e moeda, história, clima)
- Roteiro para dois dias
- O que fizemos (roteiro detalhado)
- Atrações extras
- Restaurantes
- Dicas
INFORMAÇÕES GERAIS
COMO CHEGAR
O
que precisa para brasileiros irem para o México
- Passaporte válido
- Visto Americano ou visto mexicano (se tiver passaporte europeu, não precisa de visto)
Eu peguei um voo direto de Guarulhos (SP) para Cidade do México e ele durou cerca de 09h50.
QUANTOS DIAS FICAR
Eu passei uma semana na Cidade do México, mas como fui a trabalho, só tive o final de semana livre para conhecer a cidade (dois dias inteiros). Nesses dois dias, consegui conhecer as principais atrações, mas não conheci tudo. Acredito que 3 a 4 dias seja o ideal, principalmente caso você queira ir nos museus.
Inclusive, a Cidade do México é caminho para as Grutas Tolantongo, que parecem ser lindas. Fiquei com baste vontade conhecer.
Um ponto importante, é que a Cidade do México fica a 2200m de altitude, então é importante começar a viagem de forma mais leve.
ONDE FICAR
Hotel
Sheraton Maria Isabel Mexico City
Os lugares mais comuns para se hospedar na Cidade do México são:
- Roma Norte: É considerado o melhor lugar para a maioria dos viajantes por ser um bairro bonito, arborizado, cheio de cafés e restaurantes e com uma vida noturna legal. Ele fica um pouco mais longe do centro histórico, mas com uma caminhada da para chegar lá (uma opção irmã de Roma Norte é La Condesa).
- Centro Histórico: É onde fica a maioria das atrações turísticas, mas ele é mais cheio e um pouco caótico, com muitas pessoas na rua e bastante barulho. A noite ele se esvazia bastante, o que pode torná-lo um pouco perigoso.
Eu me hospedei no Sheraton Maria Isabel, que fica no bairro Cuauhtémoc, bem pertinho da Zona Rosa e de Roma Norte e Condesa. Eu gostei muito da localização do hotel, consegui fazer bastante coisa a pé e tem muitos restaurantes perto dele, além de a noite a região ser bastante movimentada.
COMO SE DESLOCAR
- Uber: Funciona super bem na cidade, tirando no aeroporto, onde eles são proibidos de parar. Para ir da cidade para o aeroporto eles fazem a corrida, mas saindo do aeroporto, é mais complicado. Eu acabei pegando um taxi credenciado do aeroporto. Além de Uber, a cidade também tem o Didi, que é um app chinês que oferece o mesmo serviço do Uber.
- Bicicleta: A cidade tem bastante ponto de aluguel de bicicleta. É preciso baixar o app Ecobici e escolher um plano. Eu tentei usar, mas meu cartão de crédito não foi aceito de jeito nenhum, acredito que pelo fato de não ser mexicano. Então acabei não conseguindo alugar a bicicleta.
- Metrô: Possui uma das maiores redes do mundo e é muito barato. Eu cheguei a usar, mas achei muito mal sinalizado. Pelo menos no vagão do metrô que eu estava, não mostrava o nome das estações e as próximas paradas. Fiquei um pouco perdida, mas deu certo haha. Ele pode ficar bastante cheio (eu usei no domingo e estava bem cheio). Para usar o metrô, eu comprei a "Tarjeta de Movilidad Integrada" na própria estação - é um cartão que é possível utilizar também em ônibus e que pode ser recarregado.
- Ônibus: Eu achei os ônibus mais organizados que o metrô. Normalmente eles são de dois andares e tem uma televisão com o nome das estações. Onde o metrô não passa, normalmente tem linhas de ônibus.
LÍNGUA E MOEDA
A língua oficial do país é o espanhol - um espanhol bem claro e limpo, na minha opinião (mais fácil de entender que de outros lugares).
A moeda é o peso mexicano e em 2026 1 peso mexicano é 0.29 reais.
HISTÓRIA
Contar que a cidade foi fundada em cima do lago Texcoco e falar do nome mexicas (astecas)
70% da população é católica
cidade afundando
transporte público - bondinho
História
Primeiros habitantes: Os Bahamas eram habitados por povos indígenas chamados Taínos ou Lucayanos, que viviam nas ilhas por mais de mil anos, dependendo da pesca e da agricultura. Moravam em aldeias.
Chegada dos Europeus: O primeiro contato europeu foi feito por Cristóvão Colombo, que chegou à ilha de Guanahani (hoje acredita-se ser uma das ilhas das Bahamas) em 1492 durante sua primeira viagem ao Novo Mundo. No entanto, a colonização europeia e a exploração começaram após a chegada dos espanhóis, que começaram a explorar a área e e extinguiram quase completamente os Lucayanos, que foram forçados ao trabalho escravo nas plantações.
Colonização Britânica (1648): A verdadeira colonização das Bahamas começou quando os ingleses se estabeleceram nas ilhas. O primeiro assentamento britânico foi fundado em 1648 por um grupo de leais britânicos (Royalists), que fugiram da Revolução Inglesa e se estabeleceram na ilha de Eleuthera. Em 1670, a Grã-Bretanha obteve formalmente as Bahamas pelo Tratado de Madrid, que assegurava as ilhas como colônia britânica. Nassau, localizada na ilha de New Providence, foi estabelecida como a capital.
Período de Pirataria: Durante o século XVIII, Nassau se tornou um ponto importante no comércio de piratas, devido à sua localização estratégica no Caribe. Piratas como Edward Teach (Blackbeard) e Charles Vane fizeram de Nassau sua base de operações. Os piratas eram conhecidos por atacar navios mercantes, e Nassau era um refúgio seguro, onde eles podiam se esconder das autoridades britânicas. Em 1718, o governo britânico conseguiu pacificar a cidade, e Nassau perdeu seu status de "porto pirata".
Abolição da Escravatura: Como muitas outras colônias britânicas, as Bahamas dependiam da escravidão para a economia, especialmente para a produção de açúcar e o comércio de escravizados. A abolição da escravatura nas Bahamas ocorreu em 1834, quando o Reino Unido aboliu a escravidão em todas as suas colônias.
Independência: Em 1864, os Bahamas obtiveram autonomia interna, com um governo controlando muitos assuntos internos, mas ainda sob a soberania britânica. E, 1973, os Bahamas finalmente conquistaram a independência e se tornaram uma nação independente com um sistema parlamentarista e uma monarquia constitucional. Uma curiosidade, é que apesar de serem independentes, eles fazem parte da Commonwealth (organização que reúne vária ex-colônias britânicas), o que significa que eles consideram o rei/rainha do Reino Unido, como chefe de estado.
CLIMA
A Cidade do México possui o clima subtropical de altitude, isso significa que possui temperaturas moderadas o ano inteiro, não sendo nem muito quente, nem muito frio, mas com bastante variação ao longo do dia. A temperatura média durante o dia é de 20ºC a 26ºC e à noite de 8ºC a 15ºC. Possui duas estações:
- Estação Seca (Novembro a Abril): Pouca chuva e céu azul, melhor época para viajar.
- Estação Chuvosa (Maio a Outubro): Dias começam ensolarados e chuva forte no final no dia.
Um ponto importante é que a cidade fica a 2200m acima do nível do mar, isso causa o ar mais seco e o sol mais forte.
Eu fui em abril, primavera, e eu gostei bastante por ver as árvores floridas. Peguei dias ensolarados e alguns dias de chuva à noite.
'Esse é o roteiro que eu fiz:
(clique no link para ir direto para ele)
DIA 1:
Tour com a get your guide:
DIA 2:
- Avenida Paseo de la Reforma
- Plaza de la República
- Alameda Central
- Palácio de Belas Artes
- Torre Latinoamericana
- Zócalo (Catedral Metropolitana e Palácio Nacional)
- Templo Mayor
- Chapultepec
(se tiver mais dias, deixe Chapultepec para um outro dia, para conseguir fazer com calma)
PASSEIO DE UMA DIA COM A GET YOUR GUIDE
Duração
De 08h20 às 17h30 (cerca de 09 horas)
O tour tinha a opção de sair 07:30 ou 08h20 e tinham guias em espanhol e em inglês. Eles tem dois pontos de encontro na Cidade do México (Miga cafe ou hostel amigo). Precisa comprar o ticket antes.
Eu achei tudo muito organizado e as guias muito atenciosas e dando bastante informação de cada lugar que fomos, o que foi ótimo.
O itinerário foi:
- Tlatelolco (30 minutos para chegar até lá e ficamos cerca de 45 minutos lá)
- Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe (15 minutos para chegar até lá e 1 hora lá)
- Parada para almoço no Tlacaelel, compras e degustação de licores e tequila (1 hora para chegar até lá e ficamos cerca de 1h30 lá)
- Teotihuacán (mais 15 minutos para chegar até lá e 2 horas lá)
- Volta para os pontos de encontro (cerca de 1h)
TLATELOCO (PLAZA DE LAS TRES CULTURAS)
Tlatelolco foi uma cidade irmã de Tenochtitlán, fundada pelos astecas. Hoje, é um espaço onde três camadas da história do México convivem no mesmo lugar — por isso o nome Plaza de las Tres culturas:
- Ruínas pré-hispânicas de Tlatelolco: Era uma importante cidade na época, fundada por volta de 1337 e tinha um dos maiores mercados da Mesoamérica (Os espanhóis ficaram muito surpresos com a organização quando ali chegaram).
No começo, Tlateloco e Tenochtitlán eram cidades rivais, apesar de serem do mesmo povo (astecas). Porém, em 1473, Tenochtitlán conquistou Tlateloco e ela virou parte do império asteca. Foi também um dos últimos pontos de resistência contra os espanhóis em 1521.
O que vemos hoje é só a base das estruturas, mas na época elas eram mais altas e coloridas. Uma curiosidade é que os templos eram construídos em um estilo chamado "construção por sobreposição", ou seja, o templo era construído e tempo depois um novo templo era construído por cima do antigo (sem demolir o antigo). Ou seja, a estrutura das pirâmides não são ocas e os espanhóis tiveram muito trabalho para conseguir demolir essas estruturas. - Templo de Santiago (Igreja colonial espanhola): Mostram a chegada dos espanhóis e a imposição da cultura europeia. Inclusive, a Igreja foi feita com pedras do templos astecas.
A Igreja de Santiago deixou de funcionar como templo em 1861, após as Leis da Reforma, que consolidaram a separação entre Estado e Igreja. O prédio passou a ser utilizado como armazém e grande parte do seu interior foi removido e destruído. Apenas em 1948 o templo foi restaurado e voltou a funcionar como Igreja.
A Igreja é famosa por ser onde o Juan Diego foi batizado - o indígena que viu a virgem de Guadalupe e que foi canonizado depois. A pia batismal continua lá. - México Moderno: Os prédios ao redor (tipo o conjunto habitacional) e a praça, representam o México do século XX tentando se modernizar e urbanizar (obs: é moderno para a época, não mais hoje em dia).


Eu achei o local bem rico culturalmente e vale a pena a visita - ainda mais porque eu estava com guia e ela deu todas as informações.
BASÍLICA DE GUADALUPE
A Basílica de Guadalupe não era inicialmente um destino que eu tinha colocado no meu roteiro. Mas como estava incluído no passeio com a Get your guide, eu acabei indo. E o lugar me surpreendeu muito positivamente. Não é só uma Igreja e sim um complexo bem bonito, com várias Igrejas e capelas e com natureza ao redor. Além disso, me ajudou a entender mais da história do México e como a Virgem de Guadalupe é importante para o país. Com certeza, vale a pena visitar.
A história da Virgem de Guadalupe remete a 1531, quando Juan Diego, um indígena recém convertido ao cristianismo, estava passando pelo monte Tepeyac e viu a Virgem Maria aparecer para ele, pedindo que ele fosse até o bispo e solicitasse a construção de uma Igreja naquele local. No entanto, o bispo não acreditou nele e disse que se ela era mesmo a Virgem Maria, que lhe desse uma prova. A Virgem Maria mandou então que Juan Diego colhesse rosas no monte, como prova; o que era estranho, porque não era época de rosas e o lugar era árido. Após muito procurar, ele finalmente encontrou as rosas e colocou no seu manto. Ao chegar até o bispo e abrir o manto, a imagem da Virgem de Guadalupe apareceu estampada no tecido. O bispo aceitou o milagre e uma Igreja foi construída no local, onde hoje fica a basílica de Guadalupe.
A imagem sobre o seu manto está emoldurada em um quadro na Basílica de Guadalupe. Existem inclusive, várias curiosidades sobre o manto como o fato do tecido de tilma durar normalmente de 20 a 30 anos e ele ter sobrevivido desde 1531; de não há marcas de pincéis ou técnicas conhecidas da época, e dos olhos da Virgem terem reflexos de figuras humanas. Outro ponto bem interessante, é que a Virgem possui traços indígenas e seu manto tem elementos que eram conhecidos por eles, além de surgir em um local sagrado para eles; isso permitiu uma união entre o mundo indígena e o cristianismo.
Atualmente o complexo conta com:
- Antiga basílica: Construída entre 1695 e 1709, no estilo barroco, para substituir a capela inicial
- Nova basílica: Construída em 1976, para substituir a antiga basílica que devido aos problemas do solo da Cidade do México, estava afundando (a Antiga basílica inclusive foi cortada em uma parte dela, para estabilizarem e reforçarem o prédio). É onde fica o manto da Virgem de Guadalupe. Eu achei o interior da Igreja muito bonito e moderno.
- Capilla de Cerrito: É uma capela que fica no ponto mais alto do morro de Tepeyac (leva uns 10 minutos caminhando para chegar até lá) e marca o local onde aconteceram as aparições da Nossa Senhora a Juan Diego. Lá em cima a vista é bem bonita, vale a pena ir.
(Além de várias outras capelas menores, museus, batistério e um convento)
A basílica de Guadalupe é o principal santuário religioso do México e o recinto mariano mais visitado no mundo, recebendo cerca de 20 milhões de peregrinos por ano.



AVENIDA PASEO DE LA REFORMA
A Avenida Paseo de la Reforma é uma das avenidas mais importantes da Cidade do México e ela conecta o centro histórico ao Bosque de Chapultepec. Ela foi criada em 1864 por ordem do imperador do México, para conectar o castelo de Chapultepec ao centro do poder, e foi inspirada nas avenidas europeias, especialmente Paris (de fato, parece bastante com Champs-Élysées em Paris e até mesmo com a Avenida Paulista de SP).
Ao longo da avenida há vários monumentos, sendo um dos mais famosos o Ángel de la Independencia, que foi inaugurado em 1910 para celebrar os 100 anos do início da independência do México (dentro dele há um mausoléu com os heróis da independência). O local é bastante frequentado e fica bem movimentado e iluminado a noite.
Aos domingos, a avenida fica fechada para as pessoas andarem de bicicleta e correrem/andarem e eu me surpreendi com a quantidade de pessoas na rua. Eu aproveitei e fui andando desde o Ángel de la Independencia até o centro histórico, passando por vários pontos históricos e a caminhada foi bem agradável (deu cerca de 4km).
Se for na primavera, a avenida fica com suas árvores Jacarandás todas floridas de roxo e fica muito lindaa!
Segue o caminho que eu fiz:


PLAZA DE LA REPUBLICA
É um grande praça onde fica o Monumento à Revolução Mexicana. Mas antes:
O que foi a Revolução Mexicana?
A Revolução Mexicana foi um conflito armado interno que começou em 1910 como reação à longa ditadura de Porfirio Díaz (1876–1911), marcada por crescimento econômico concentrado, repressão política e profundas desigualdades sociais, especialmente no campo; ao longo de cerca de uma década, diversos grupos lutaram com projetos distintos de país e o processo resultou na queda do antigo regime e na Constituição de 1917, que introduziu direitos sociais pioneiros (trabalho, terra e educação), tornando a Revolução Mexicana um dos movimentos fundadores do México moderno.
O fato curioso é que originalmente o monumento era para ser o Palácio Legislativo do governo e as obras começaram no início do século XX, durante o governo do Porfirio. Só que em 1910 a Revolução Mexicana começou e as obras foram abandonadas, ficando uma estrutura gigante inacabada por anos. Décadas depois, resolveram transformar a estrutura no monumento que vemos hoje, que virou um símbolo da revolução. Ele foi inaugurado em 1938. Ele é também um mausoléu, tendo ali restos mortais dos líderes da revolução.
Atualmente ele possui um mirante, sendo possível subir de elevador até o topo para ver a vista da cidade. Como eu já iria subir na torre Latinoamericana, eu não subi.


ALAMEDA CENTRAL

É o parque público mais antigo das Américas. Ele foi construído logo após a conquista espanhola, em 1592 e foi inspirado em jardins europeus. No início, ele era um parque elitista, onde apenas a elite espanhola podia frequentar. Durante o período colonial era também usado para execuções e punições públicas.
Eu achei o parque bem amplo e arborizado e foi uma delícia passear por ele.
Na sua borda fica o Palácio das Belas Artes.
Ps: A vista do parque é linda do alto da Torre Latinoamericana
PALÁCIO DE BELAS ARTES
A construção do Palácio começou em 1904, no governo de Porfirio, para mostrar um México moderno e sofisticado (inspirado na Europa). No entanto, como em 1910 veio a Revolução Mexicana, a obra ficou parada por anos e só ficou pronta em 1934. Devido a esse intervalo de tempo, o Palácio tem estilos arquitetônicos diferentes no seu exterior e no seu interior; e o que começou com símbolo da elite europeizada virou símbolo da cultura mexicana pós-revolução.
Por fora, ele é todo de mármore branco, bem bonito. Eu não cheguei a entrar, pois estava com pouco tempo, mas dizem que ele é muito bonito por dentro também, e que vale a pena ver os murais pintados, sobretudo os do Diego Rivera (um dos maiores artistas da história do México), além da cortina de vidro do teatro principal. A entrada é paga, mas parece que no domingo é de graça.
No local ainda acontecem óperas, concertos, balés..
PS: Quando eu fui, a parte da frente dele estava em obras.

TORRE LATINOAMERICANA
Inaugurado em 1956, por muito tempo foi o edifício mais alto da América Latina. Ele tem cerca de 182 metros (e tem cara dos anos 50 mesmo, achei que ia ser mais moderno haha). Mas para a época, ele era um marco da modernidade, representando um México moderno, urbano e em crescimento - e inclusive ele é resistente a terremotos!
Para chegar no topo, você sobe de elevador e tem uma vista 360º da cidade. A vista é bem legal, e é possível ver a Alameda Central (e todas as suas árvores roxas), o Palácio das Belas Artes e o centro histórico. Eu fiquei surpresa com o quanto a cidade do México é plana. A parte negativa, é que mesmo em dias ensolarados, devido a poluição, a visibilidade não é tão boa. Dizem que em dias mais limpos, é possível ver até os vulcões lá no fundo. A Torre possui também um pequeno museu sobre a história do México.



ZÓCALO
O Zócalo é a praça principal da Cidade do México - e uma das maiores praças do mundo (também conhecida como Plaza de la Constitución). É onde acontecem os eventos nacionais, manifestações políticas e celebrações. Ele fica no coração da antiga Tenochtitlán, que era a capital dos astecas.
Eu fui no domingo e estava rolando algumas feirinhas lá e o local estava beem cheio. Com muitas pessoas gritando para venderem seus produtos - caos! haha.
É no Zócalo que fica a Catedral Metropolitana do México e o Palácio Nacional.
Catedral Metropolitana do México:
Ela foi construída logo após a conquista espanhola, a partir de 1573. Foi erguida em cima de templos astecas destruídos e usaram pedras desses templos na construção. Ela levou quase 250 anos para ficar pronta, então mistura vários estilos como barroco, neoclássico e renascentista. O seu interior é bem suntuoso, com altares gigantes dourados, pilares bem altos e um órgão enorme. Uma curiosidade é que a Catedral está afundando lentamente.
Palácio Nacional:
O Palácio Nacional fica exatamente onde ficava o palácio de Montezuma II (o último governante do Império Asteca). Depois da conquista os espanhóis tomaram o local, construíram o palácio colonial e virou sede do poder. Até hoje é usado pelo governo mexicano, como sede do poder executivo (onde o presidente trabalha). O maior destaque do seu interior são os painéis de Diego Rivera, que contam toda a história do México. É possível visitar o Palácio mas apenas em horários específicos e com visitas guiadas.



Caso você tenha mais tempo na cidade do México, segue algumas atrações que eu não fiz mas li que parecem ser interessantes:
- Assistir um show de Lucha libre: É muito popular no México e parte da cultura. O principal lugar é a Arena México.
- Xochimilco: Passeio em barcos coloridos (as famosas trajineras) nos canais. É patrimônio da UNESCO.
- Casa Azul: Casa onde viviu Frida Kahlo
- Bosque de Chapultepec (explorando o Castelo e o museu nacional de antropologia)
- Desierto de los Leones: Apesar de ser uma floresta e não um deserto e não ter leões, parece ser um local bem bonito.
- Grutas de Tolantongo: Fica mais longe da Cidade do México, cerca de umas 3h/4h, mas parece ser lindoo. Possui grutas, rio de águas bem claras, piscinas naturais e muitas montanhas.
Eu achei a comida mexicana bem diferente do que estamos acostumados no Brasil. O que chegou no Brasil foi mais o tex-mex (mistura da comida mexicana com a comida do texas). Para começar, burrito no méxico não é tão famoso, ele é mais conhecido apenas no norte do México. O que é realmente famoso são os tacos, mas eles são também diferentes do que conhecemos. Além de serem mais simples, normalmente apenas com uma carne e molho (e não com aquele excesso de queijo, guacamole, salsas..), a sua massa é mole e não crocante como temos no Brasil.
De forma geral, achei a comida na Cidade do México muito cara.
Restaurantes que eu fui:
- Tacos Los Alexis: xxxxx
- Terraza karaoke: xxxx
- Tenampa: xxxxx.
Restaurantes que eu não fui mas me recomendaram:
- Toledo Rooftop
- Cantina la Nº 20
- Tacos Atarantados
- Taquería Orinoco
- Taquería El Califa
- Acesso a internet: Como meu celular aceita e-sim, eu fiz um plano da Airalo. Paguei 15 dólares por 2GB em um plano válido por 30 dias. O meu noivo comprou o e-sim da ubigi; apesar de mais caro, funcionou melhor.
