FLORESTA AMAZÔNICA (AM) - Jul/25
A Floresta Amazônica estava na minha lista de desejos há muito tempo e o que eu já sentia se tornou mais verdadeiro após ir lá: Todo brasileiro deveria conhecê-la! Que experiência mágica! A minha sensação foi a de estar conhecendo um outro Brasil. Que incrível foi poder conhecer da cultura amazônica.
O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR NESSE POST
Caso queira pular alguma parte, é só clicar no link abaixo para ir direto ao tópico
- Informações gerais (como chegamos, onde ficamos, história,clima)
- Roteiro para dois dias
- O que fizemos (roteiro detalhado)
- Atrações extras
- Restaurantes
INFORMAÇÕES GERAIS
COMO CHEGAMOS
Como eu estava no Rio de Janeiro, eu peguei um voo direto RJ -> Manaus, que durou cerca de 4h (R$1335 voo da Gol).
Na volta eu peguei um voo Manaus -> BH, fazendo escala em SP (existem voos diretos operados pela Azul, mas estavam mais caros e tinha menos opções de dias/horários) - R$884 voo da LATAM.
Usamos Manaus como base para todos os passeios.
ONDE FICAMOS
Airbnb
Airbnb em Ponta Negra
(Avenida Perimetral Thales Loureiro, 1030)
Preço
[2026] Pagamos R$ 2360 por nove diárias em um apartamento de dois quartos.
Nós usamos Manaus como base para todos os passeios. Eu consegui achar um Airbnb em que era mais barato pegar o período completo que ficaríamos por lá (mesmo que algumas noites não dormiríamos em Manaus), do que pegar 5 diárias de um hotel. Isso acabou sendo bem cômodo, pois deixávamos as malas no Airbnb e íamos para as outras cidades apenas com roupas para dois dias. (Obs: O Airbnb que ficamos foi desativado, por isso não compartilhei o link).
Ao pesquisar onde ficar em Manaus, fiquei muito na dúvida se deveria ficar em Adrianópolis ou Ponta Negra. Adrianópolis é melhor localizado, uma região mais moderna e tem bastante opção de restaurantes. Mas Ponta Negra tem a orla com a praia para o Rio Negro, então acabou vencendo para mim. E não me arrependi, é uma ótima região e consegui tomar banho de rio dois dias, então adorei ter ficado por lá!
HISTÓRIA
xxxxx
CLIMA
Manaus tem um clima equatorial quente e úmido, típico da Amazônia. E uma coisa importante: não existe propriamente inverno e verão como estamos acostumados no Sudeste. A principal diferença ao longo do ano é a quantidade de chuva.
- Estação menos chuvosa (Junho a Novembro): Temperaturas mais elevadas, menos pancadas de chuva.
- Estação chuvosa (Dezembro a Maio): Chuvas frequentes especialmente à tarde, maior nebulosidade e temperaturas mais amenas.
A quantidade de chuva influencia diretamente o nível dos rios amazônicos.
Cheia: geralmente entre maio e julho, dependendo do rio. A água invade áreas de floresta, formando os igapós.
Vazante: geralmente entre agosto e novembro. Aparecem praias de areia, bancos de areia e margens antes submersas.
A umidade relativa do ar em Manaus é muito alta, ficando frequentemente entre 75% e 86%. Isso faz com que a sensação térmica seja superior à temperatura indicada no termômetro e com que você sue o tempo todo haha.
A melhor época para conhecer a Floresta Amazônica é um pouco relativo. Na cheia você consegue navegar pela floresta alagada e na seca consegue ver praias que só se formam com a baixa dos rios. Eu fui no final de julho/início de agosto. Peguei um ótimo clima, sem chuvas, bastante sol haha. Os rios ainda estavam bem cheios e conheci as florestas alagadas. No entanto, em Novo Airão, as praias ainda não estavam formadas.
Esse foi o roteiro que fizemos:
DIA 1: Manaus
- Praia de Ponta Negra
- Passeio de barco (Aldeia indígena + encontro das águas)
- Centro Histórico
- Jantar no Tambaqui de Banda
DIA 2: Hotel de Selva
(Ida para o hotel saindo de Manaus às 08h30)
DIA 3: Hotel de Selva
- Passeio 3: Caminhada na floresta
- Passeio 4: Pescaria de piranhas
- Noite no acampamento na floresta
DIA 4: Hotel de Selva
- Passeio 5: Nascer do Sol
- Passeio 6: Visita na casa de um ribeirinho (casa da farinha)
(Retorno para Manaus às 15h)
- Jantar em Manaus no Orla 92
DIA 5: Presidente Figueiredo
- Caverna do Maroaga e Gruta da Judéia
- Almoço no Canto da Brasa
- Cachoeira das Araras
- Cachoeira da Iracema
- Degustação de tapioca em café regional
DIA 6: Presidente Figueiredo
- Cachoeira das Orquídeas
- Cachoeira Natal
- Almoço no Quintal Amazônico
- Lagoa Cristalina
DIA 7: Novo Airão
- Ruínas de Paricatuba
- Comunidade Tiririca
- Navegação no Arquipélago de Anavilhanas
- Banho de rio
- Pôr do Sol
DIA 7: Novo Airão
- Nascer do Sol fazendo SUP
- Flutuante dos botos
- Visitação a fundação Almerinda Malaquias
- Visitação a Associação de Artesãos de Novo Airão
- Almoço no Restaurante Comida Caseira Remanso
- Banho de rio no Flor do Luar
PRAIA DE PONTA NEGRA
O apartamento que alugamos ficava em Ponta Negra, então andando cerca de 15 minutos chegávamos na Praia de Ponta Negra. Quando vi a praia pela primeira vez, foi uma surpresa muito positiva: a faixa de areia, a água paradinha (e sem ondas e muito quente e muito vermelha haha). A primeira vez que fui, a ideia era só fazer uma caminhada e eu acabei entrando no rio de roupa e tudo.
A estrutura do local é bem legal, tem guarda sois e chuveiros. A noite a orla fica super movimentada, com várias barraquinhas de comida (e inclusive muitas pessoas nadando no rio).
Quando estava decidindo onde ficar em Manaus a ideia inicial era ficar numa região mais central (e mais distante da Ponta Negra), mas eu amei ficar lá e conseguir tomar banho de rio!



PASSEIO DE BARCO
(Aldeia indígena + encontro das águas)
Preço 2026
R$ 1300 passeio privativo para 4 pessoas
Duração
Cerca de 3h de passeio
Empresa
Encontro das Águas Turismo
https://www.encontrodasaguasturismo.com
Como meu voo chegava em Manaus 01h40 da manhã e como eu já faria os passeios de Hotel de Selva / Novo Airão / Presidente Figueiredo nos dias seguintes, a minha ideia era ter o meu primeiro dia em Manaus mais livre para poder conhecer a cidade.
No entanto, eu achava que no passeio do Hotel de Selva eu veria o encontro das águas do Rio Negro e Solimões, mas depois descobri que ele não passava por esse caminho. Várias empresas vendem um passeio de um dia com encontro das águas + aldeia indígena + nadar com botos + pesca do pirarucu, mas ele tem duração de uma dia inteiro e eu queria algo mais curto. Então achei a empresa Encontro das Águas Turismo, que faz passeios privativos e eu pude escolher o horário que eu queria sair e quais passeios eu gostaria de fazer. Escolhi começar o passeio meio dia e conhecer apenas as atrações que eu não veria nos dias seguintes. O barco era bem confortável e com a gente foi um guia da empresa, nos contando várias histórias do local.
Aldeia Indígena
A empresa nos recomendou que visitássemos a aldeia indígena antes das 14h, pois depois disso eles começam a se dispersar e não fazem mais apresentações para os turistas.
Ao chegarmos, fomos recebidos em uma área ampla, com bancos, onde aconteceram algumas apresentações culturais. Eles nos mostraram rituais relacionados a diferentes momentos do cotidiano, como a caça, para a qual há músicas e danças específicas. Foram apresentadas cerca de três danças e, ao final, também fomos convidados a participar.
Eles nos contaram que se casam com tribos vizinhas, pois consideram os membros da mesma aldeia como irmãos. A comunidade é pequena, vivem mais ou menos 30 pessoas lá. No local, há também uma feirinha de artesanato e eles fazem pinturas no rosto de quem quiser por 10 reais.
Achei a experiência interessante por permitir um contato, ainda que breve, com alguns aspectos da vida e da cultura da comunidade. Ao mesmo tempo, fiquei me perguntando até que ponto a visita e as apresentações foram adaptadas ao turismo e se esse tipo de experiência pode, de alguma forma, acabar reforçando uma visão estereotipada dos povos indígenas.

Encontro das Águas
Da Aldeia Indígena seguimos para o Encontro das Águas, onde o Rio Negro e o Rio Solimões se encontram para formar o Rio Amazonas. É muito legal ver a separação nítida entre os dois rios, que não se misturam: de um lado, a água escura do Rio Negro; do outro, a água barrenta e amarelada do Solimões. É possível observar a separação entre eles por vários quilômetros.
O Rio Negro possui águas mais ácidas, com grande concentração de matéria orgânica dissolvida proveniente da decomposição da vegetação, o que lhe confere sua coloração escura. Já o Solimões carrega muitos sedimentos vindos dos Andes, responsáveis pela sua aparência barrenta. Além disso, os rios apresentam diferenças de temperatura, densidade e velocidade. O Rio Negro costuma ter águas mais quentes, enquanto o Solimões é geralmente mais frio. Essas diferenças dificultam a mistura imediata das águas. Durante o passeio, conseguimos até sentir a diferença de temperatura colocando a mão na água!
Uma curiosidade é que é a partir do encontro das águas que o rio passa a ser chamado de Amazonas e segue em direção ao Oceano Atlântico. Isso apenas no Brasil; no Peru, o curso principal já é chamado de Rio Amazonas desde a região de sua formação. O Rio Amazonas fica com características muito mais próximas do Rio Solimões. Isso acontece porque o Solimões contribui com um volume de água e uma quantidade de sedimentos muito maiores do que o Rio Negro.
Eu achei que não fosse achar tão legal o encontro das águas, mas achei que vale muito a pena conhecer. Achei incrível a extensão do Rio Amazonas também, é água demais!!

CENTRO HISTÓRICO
Depois do passeio de barco, seguimos para conhecer um pouco do Centro Histórico de Manaus.
Nossa primeira parada foi no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, conhecido como Mercadão. Inaugurado em 1883, o mercado é um dos edifícios históricos mais tradicionais da cidade e foi inspirada nos mercados europeus do século XIX. Seu prédio foi construído durante o período de prosperidade do ciclo da borracha. Por lá, encontramos diversos produtos típicos da região amazônica, como peixes, frutas, farinhas, temperos e castanhas. É um lugar interessante para comprar algumas lembrancinhas.
Saindo do Mercadão em direção ao restaurante, passamos por dois outros pontos históricos do Centro de Manaus: O Relógio Municipal, inaugurado em 1929 e a Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição, construída em 1877.
Depois, fomos almoçar no Tambaqui de Banda, restaurante especializado na culinária amazônica. Ele fica no Largo de São Sebastião, bem na frente do Teatro Amazonas. Foi a primeira vez que eu comi o Tambaqui, um dos peixes mais tradicionais da região. O nome "de banda" vem justamente da forma como o peixe é preparado: aberto ao meio, no sentido do comprimento, e assado na brasa. Puts, que peixe bom!!
Para finalizar o passeio, passamos pelo Teatro Amazonas. Ele foi inaugurado em 1896, durante o auge do ciclo da borracha e representa a riqueza e a influência europeia daquele período. O teatro foi construído para receber grandes companhias e espetáculos internacionais, mostrando como Manaus chegou a viver um período de grande prosperidade e intensa conexão cultural com a Europa, mesmo estando no coração da Amazônia. Eu achei ele bem bonito e bem diferente, por ser rosa. O teatro ainda tem espetáculas e deve valer muito a pena assistir, o interior parece muito bonito. Existem visitas guiadas também.


HOTEL DE SELVA
Preços 2026
Pacote Samaúma, quarto quádruplo privativo, 3 dias e 2 noites: 2214 por pessoa
Hotel
Amazônia Jungle Hotel
Empresa
Iguana Tour
Eu fechei o pacote com a Iguana Tour. Eles já vendem o pacote completo, que inclui todos os passeios, todas as refeições, as diárias do hotel e o transporte para ir e voltar do hotel. Eu achava que os passeios seriam feitos por eles, mas na verdade eles são feitos pela equipe do Amazônia Jungle Hotel, então a Iguana só intermedia o processo. Se eu soubesse disso, teria feito uma comparação de preços olhando para fechar o pacote direto com o hotel.
O hotel fica em Iranduba, às margens do rio Ariaú, um afluente do Rio Negro. Para chegar até lá, a última perna só se chega de barco, o que eu achei bem legal pois o hotel fica de fato bem imerso na floresta. A estrutura do hotel é muito boa e a comida é deliciosa, além dos guias serem incríveis. Nós amamos nossa passagem por lá. O único ponto negativo que eu diria, é que não da para entrar no rio que fica de frente para o hotel (eu vi outros hotéis de selva em que você consegue entrar no rio).
Dia 1 no Hotel de Selva
Nos pegaram de carro no nosso airbnb por volta das 08h da manhã e gastamos mais ou menos 1h30 para chegar no hotel. Lá fomos recebidos com um drink de boas vindas que simbolizava o encontro das águas - o guaraná representava as águas escuras do Rio Negro e em cima dele um suco de cupuaçu representando as águas claras do Rio Solimões.
Nos mostraram então as dependências do hotel e tivemos um tempo livre, no qual aproveitamos para ficar na piscina e depois almoçar (o almoço é no estilo self service, com muitas opções de comidas e peixes deliciosos).
Por volta das 15h30 fomos fazer o nosso primeiro passeio:
PASSEIO 1: VOLTA DE BARCO PARA RECONHECIMENTO DA REGIÃO
Pegamos o barquinho e começamos a navegar pelo rio Ariaú. Demos sorte que o passeio se tornou privativo e estava só minha família e o guia Isack - que foi o mesmo guia que fez todos os passeios com a gente e nos deu várias aulas de cultura amazônica.
O que mais me chamou atenção é que quando você vai andando de barco, parece que está em um rio qualquer e não em uma floresta - eu diria que um rio com vegetação nas extremidades. Mas quando vai entrando mais para dentro, vê que na verdade as extremidades são uma floresta alagada. Na época da cheia (que é a que estamos), a floresta fica parcialmente alagada. Então os troncos ficam dentro da água. Isso é o que chamamos de igapós. Acho que isso foi o que eu achei mais bonito durante os passeios.
O principal atrativo da floresta acaba sendo a flora, pois a fauna é bem escondida e requer bastante atenção e olho bom para achar animais fora aves. Mas conseguimos durante o passeio ver macacos e bicho-preguiça nas árvores. Vimos também a samaúma, árvore que tem aquele tronco gigante e raízes em formato de placa na base - chamadas de sapopemas. Essa árvore era usada como meio de comunicação para os indígenas - ela é oca por dentro, então quando batemos no tronco dela, ela faz um barulho que chega a quilômetros de distância.
O guia foi nos introduzindo também aos sons da floresta. Escutamos os barulhos do macaco bugio, que parece o som de um vento. O macho alfa faz isso para marcar território.
Também visitamos as ruínas do antigo hotel Ariaú Towers que faliu em 2015. Ele foi um dos hotéis de selva mais famosos da Amazônia, ficando conhecido por ter suas acomodações construídas sobre palafitas e entre as copas das árvores, ligadas por quilômetros de passarelas elevadas, sendo um destino para o turismo internacional. Com o passar do tempo, o hotel acumulou dívidas, processos trabalhistas e disputas judiciais e encerrou suas atividades por volta de 2015. Desde então, grande parte das estruturas ficou abandonada e se deteriorou bastante.
O passeio durou cerca de 2h e amamos nossa primeira imersão na Amazônia!



PASSEIO 2: FOCAGEM DE ANIMAIS NOTURNOS
Nos saímos do hotel 18h30, quando o sol já tinha se posto e pegamos o barquinho. Novamente foi só a minha família no passeio. Nao tem nenhuma iluminação no local, somente a que vem das lanternas, da até um medinho haha.
O guia tenta localizar os animais pelo reflexo da luz da lanterna nos olhos deles. O principal foco do passeio é achar jacarés. Eles gostam de ficar perto das plantas aquáticas. É mais fácil encontrar jacarés a noite do que de dia, porque com a luz forte da lanterna em seus olhos, eles ficam paralisados momentaneamente.
Vimos vários jacarés, mas os que conseguimos ver bem de pertinho eram menores, pois os maiores ficam mais por dentro dos igapós nessa época de cheia, e não conseguíamos chegar de barco lá. O guia nos ensinou o som que os jacarés-açu fazem - considerado o maior jacaré da Amazônia, podendo ultrapassar 6m de comprimento. O som parece um ronco. Conseguimos ver uma cobra no galho de uma árvore também.
Apesar de não ser o foco do passeio, uma das coisas que eu mais gostei foi ver o céu estrelado e os vaga lumes, que eram muitooos e parecia que tinha um pisca-pisca na floresta. A lua também estava linda, bem baixa e bem redonda, parecendo um sol.
Dia 2: Hotel de Selva
PASSEIO 3: CAMINHADA NA FLORESTA
Esse foi o primeiro passeio do dia e saímos por volta das 09h. Pegamos novamente o barquinho e de novo tivemos a sorte de ser só a minha família nesse passeio. O barco para próximo a um igapó e descemos em uma região que a floresta não está alagada. Seguimos andando numa caminhada de 1h30 mais ou menos - com bastante pausas para conhecermos a floresta.
Vimos a árvore de açaí, que é nativa da região. Vimos a árvore de Tucumã (fruto do famoso x-caboquinho), que é uma espécie de palmeira, porém seu tronco é cheio de espinhos enormes. Vimos também a Palmeira do Babaçu; seu fruto é um coquinho que costuma dar uma larva dentro, rica em proteína que as pessoas comem.
Conhecemos também a palha branca e o guia nos mostrou como trançam para fazer o telhado das casas, que dura por mais de 5 anos - usado pelos ribeirinhos e comunidades indígenas. O guia nos fez mastigar a caferana, uma folha muito amarga, porém ele nos disse que era docinha. Juro que quase vomitei hahaha. Ficamos com o gosto amargo por algum tempo.
Vimos uma Seringueira e o látex que sai dela. Vimos a planta do timbó, que possui uma seiva tóxica que usam na ponta da lança para paralisa a pesca. Bebemos água diretamente de um cipó d'água.
O guia nos mostrou a formiga Tapiba, você coloca a mão na árvore e elas vem na sua mão. Se você esfregar as mãos, da um cheirinho bom e funciona como um repelente natural. No entanto, no meu caso, elas foram entrando por dentro da minha roupa também e me picando haha.
Vimos também a formiga Tucandeira, que é uma bem grande e usada em rituais que marcam a transição de meninos para a vida adulta, na tribo Sateré-Mawé. Eles tem que colocar a mão dentro de luvas que contem cerca de 60 tucandeiras em cada uma. A picada delas dói demais, o guia nos disse que são 24h de muita dor. Os indígenas acreditam que o veneno delas funciona como um remédio para proteger o corpo contra doenças, ficando com o "corpo fechado".
Tem bastante inseto na floresta e por mais que você esteja de roupa de manga e calça comprida, e com repelente, eles conseguem te picar!
Eu achei esse passeio bem rico (foi um dos meus preferidos) e foi muito legal conversar com o guia, que é um caboclo, neto de índio, que já morou em uma aldeia e entender um pouco das tradições dele e do tanto que conhecem da floresta.
PASSEIO 4: PESCARIA DE PIRANHAS
Por volta das 15h da tarde, saímos para o segundo passeio do dia. Confesso que eu não estava tão animada para fazer esse passeio, mas fazia parte do roteiro. Nós fomos em um igapó, paramos o barco lá e usamos carne de coração de boi como isca. No entanto, o "mar não estava para peixes" e após irmos em três lugares diferentes, conseguimos pescar apenas uma piranha. Elas estavam bem espertas, comiam a isca, sem serem fisgadas haha. O dentinho dela parece ser tão inofensivo, mas causa grandes estragos!
Se eu tivesse a flexibilidade de fazer o roteiro, acho que é um passeio dispensável. O que eu mais gostei dele foi ir passando pelos igapós, ir apreciando a natureza e ver alguns animais.
NOITE NO ACAMPAMENTO NA FLORESTA
Um dos passeios que eu estava mais ansiosa em fazer no hotel de selva era o de dormir uma noite na floresta. Nós saímos por volta de umas 18:30 do hotel, quando já estava escuro, para irmos para o acampamento na floresta. Pegamos o barquinho e fomos andando bastante para o meio da floresta, entrando em vários igapós - uns tão estreitos que os galhos das árvores iam entrando por dentro do barco. Breu completo, só a luz das lanternas.
O barco atracou em um ponto e descemos no local onde iríamos passar a noite. Era um lugar bem no meio da floresta e sem nenhuma estrutura haha, tinha só dois bancos e alguns paus de arara, onde iriam prender as redes para dormirmos. Minha família ficou um pouco assustada haha, eles acharam que seria um lugar com mais estrutura e que dormiríamos em um lugar coberto, mas eu estava me divertindo. Tava tão escuro que não conseguíamos nem ver direito como era o lugar que estávamos.
Os guias começaram a acender uma fogueira e a arrumar as redes. Assaram um Tambaqui na fogueira, que estava delicioso e jantamos ali, no meio da floresta, com o celular iluminando o prato kk. Estávamos em umas 11 pessoas. Durante o jantar eu fui muiiito picada por pernilongos, eu fui com uma calça fina e eles conseguiam picar por cima (mesmo com muito repelente). Recomendo ir com uma roupa mais grossinha.
Após jantar começamos a nos arrumar para ir dormir. Xixi era no mato mesmo, o problema era que ao ir mais para o meio do mato, você era atacado por formigas hahaha. Uma experiência, eu diria! Cada pessoa dorme em uma rede e em cima da rede vai uma tela mosqueteira, que até que protege bastante dos insetos. Em cima da tela mosqueteira, não tem mais nada, só floresta! E a Lua, que estava linda, tão forte que iluminava o acampamento. Achamos que no meio da floresta seria fresquinho, mas não, estava muito quente. Só de madrugada que ficou mais fresco.
O mais incrível foi dormir, ou melhor, tentar dormir, ao som da floresta, que é muito barulhenta, é uma sinfonia de bichos. Escutamos até o som de jacarés. Você tem que abstrair um pouco e não pensar no tanto de inseto que tem ali por perto e que o que te protege é apenas uma tela mosqueteira haha. Dormir bem você não dorme, além do barulho, não estamos acostumados a dormir em redes e como tinham 11 pessoas, sempre tinha alguém conversando, ou indo no mato fazer xixi. Mas foi uma noite incrível onde eu e minha família nos divertimos bastante e eu recomendo demais a viver essa experiência!
Dia 3: Hotel de Selva
PASSEIO 5: NASCER DO SOL
Acordamos por volta das 05h20 no acampamento, o guia tinha preparado um café. Arrumamos todas as coisas, pegamos o barco e fomos para uma região em que o Rio Ariaú forma tipo uma lagoa. Paramos o barco ali e ficamos esperando o Sol nascer. Ele vem nascendo por trás da floresta, coisa mais linda!! Vimos alguns pássaros e escutamos o som do macaco bugio, que é bastante barulhento de manhã haha.
Depois disso voltamos para o hotel, onde temos um tempinho para tomar café e descasar um pouco antes do próximo passeio.
PASSEIO 6: CASA DA FARINHA (CASA DE UM RIBEIRINHO)
Pegamos o barquinho para o nosso último passeio no hotel de selva. A casa de farinha era um pouco longe de onde estávamos, foi cerca de uns 40 minutos de barco.
Ao chegar lá, a Gisele nos recebeu e nos ensinou o processo de fabricação da farinha de mandioca. Algo que eu aprendi é que a mandioca que normalmente comemos é diferente da cultivada na Amazônia, que é venenosa (mandioca brava). Então durante o processo de fabricação é necessário retirar o veneno. O legal é que da mandioca saem três alimentos bem consumidos lá, a farinha de mandioca, o tucupi e a tapioca. Eles colocam a mandioca ralada em um trançado indígena chamado tipiti. Ao esticar o tipiti, grande parte do líquido é expelido da massa. Da massa então sairá a farinha de mandioca e do líquido, o tucupi e a tapioca (que é o amido que deposita no fundo).
Após nos explicar o processo da mandioca ela preparou uma tapioca no tacho na hora para nós. É comum adicionar na massa castanha do pará - e eles não gostam que chamemos assim, pois na verdade a castanha é nativa do Amazonas. Nós falamos que ainda não tínhamos tomado o açaí do Amazonas e ela trouxe um para nós também. Estava tudo uma delícia. E foi uma experiência incrível fazer parte desse turismo comunitário e conhecer mais de perto outras realidades.
Voltando desse passeio eu e minha família plantamos uma árvore no jardim do Amazônia Jungle Hotel. Aproveitamos um tempo na piscina, almoçamos e às 15h retornamos para Manaus
PRESIDENTE FIGUEIREDO
Preços 2026
Pacote Uirapuru, 2 dias e 1 noite, dois quarto duplos privativos: 1331 por pessoa
Horário
Iguana Tour
O guia nos pegou de carro 07h30 em nosso airbnb. O passeio acabou sendo privativo, só para mim e para minha família. Pegamos um trânsito bem chato para chegar em Presidente Figueiredo e tivemos um intempérie no caminho - o carro do guia começou a dar problema e ele não acelerava, ia no máximo uns 30km/h. Essa foi a parte da Iguana Tour que achei um pouco negativa; você fecha os passeios com eles, mas eles meio que terceirizam para o guia, sendo que o carro é inclusive do guia.
O guia fica com a gente durante todos os dias do passeio. Isso nos da a facilidade de não termos que nos preocupar com nada, mas ao mesmo tempo, acaba tirando um pouco a liberdade. Teve muitas cachoeiras que eu gostaria de ter ficado mais tempo, mas que para cumprir o roteiro fomos embora. Acho que se eu fosse de novo, alugaria um carro e faria os passeios por conta (a estrada Manaus-Presidente Figueiredo é super boa e o acesso às cachoeiras não são tão ruins).
Outra coisa que eu não gostei da Iguana Tour é que eu fechei com eles o pacote inverno, em que é possível ver várias lagoas cristalinas. No entanto, esse ano, o rio secou mais rápido e as lagoas fecharam antes do previsto. Então eles mudaram o meu roteiro todo e não me avisaram com antecedência, só fiquei sabendo lá na hora e não me deram opções. Achei que eles poderiam ter sido mais cuidadosos.
Em Presidente Figueiredo ficamos na Pousada Aida Barroncas. A pousada é bem simples, mas de forma geral, a cidade de Presidente Figueiredo é toda bem simples.
Dia 1: Presidente Figueiredo
Nós saímos de Manaus 07h30 e chegamos por volta das 10h45 na primeira parada de Presidente Figueiredo.
PASSEIO 1: CAVERNA DO MAROAGA E GRUTA DA JUDÉIA
Para fazer essa trilha, é necessário ir com um guia credenciado da cidade. Ficam vários guias no local e é possível contratá-los na hora. Como o carro do nosso guia deu problema, ele foi para a cidade consertar e fizemos a trilha com um desses guias.
A trilha tem no total 2.8km. Ele é circular, então você consegue ver as duas atrações (Caverna do Maroaga e Gruta da Judéia no Caminho). Achei legal que os grupos com os guias vão indo de 15 em 15 minutos, então não acumula muita gente na trilha, e você consegue apreciar melhor a natureza. A trilha é muito bem demarcada e muito segura, com cordas em partes mais ingrimes. Ela é equilibrada na quantidade de descida e subida. Achei bem tranquila no geral.
O que eu achei mais legal, não foram as atrações principais, mas a trilha em si. Achei incrível poder fazer uma trilha no meio da floresta amazônica, cercada por árvores nativas imensas. Vimos cipós bem diferentes, conhecemos a árvore aquariquara, que tem uns furos no seu tronco (ela é extremamente dura e resistente ao apodrecimento e ao ataque de organismos como cupins. Por isso, foi muito utilizada na região amazônica para fabricar postes e estruturas em contato com o solo e a água). Vimos alguns macaquinhos, escutamos o canto do capitão do mato, que é muiiito alto e pode chegar a 116 decibéis e vimos um sapinho bem pequenininho que o guia disse que é muito venenoso.
A primeira parada da trilha é na Caverna do Maroaga. O nome Maroaga está associado à história de um líder indígena que teria utilizado a caverna como refúgio durante os conflitos envolvendo a construção da BR-174, na década de 1970. Existe uma queda de água na caverna, mas ela já estava bem fraquinha quando fomos. O mais legal são as galerias da caverna, que é possível entrar.
Saindo da caverna, incia-se um pedaço de trilha aquática, em que a água vai até a canela. A água é super transparente (aqui ter aquelas sapatilhas de neopreme é bem útil).
Na sequência, chegamos na Gruta da Judéia, outra formação natural no meio da floresta. Nela a queda de água estava um pouco mais forte, então foi possível refrescar.
O passeio completo durou cerca de 2h.



Após a trilha paramos para almoçar na Churrascaria Canto da Brasa, que fica no bairro Urubuí. Comemos um Tambaqui de banda na brasa que estava muito gostoso.
PASSEIO 2: CACHOEIRA DAS ARARAS
A Cachoeira das Araras fica dentro do Complexo Iracema Falls (que conta com a Cachoeira das Araras e a de Iracema) - é preciso pagar para entrar.
O acesso para a cachoeira é tranquilo, o carro consegue chegar bem perto. Depois são mais uns 15 minutinhos de caminhada até a cachoeira.
O guia nos contou que as araras são monogâmicas e seguem com o mesmo parceiro sempre. E a cachoeira das araras conta com duas cachoeiras, uma do lado da outra e são muito parecidas - por isso cachoeira das araras. Se a força da água não estiver muito forte, dá para atravessar para a outra cachoeira (vá com cuidado, achei difícil haha) e é possível ir também atrás da cachoeira. Foi uma das cachoeiras que eu achei mais bonita e não estava muito cheia. Nós ficamos só na parte da queda d'água, mas da para ir um pouco mais para baixo, onde forma tipo uma lagoa.



PASSEIO 3: CACHOEIRA DE IRACEMA
A trilha para chegar na Cachoeira de Iracema é bem curtinha e bem bonita. Ela conta com uns paredões rochosos muito bonitos.
A cachoeira tem aproximadamente 7 metros de altura e 30 metros de largura. Na base, as águas formam uma área de pedras e piscinas naturais. Uma curiosidade geológica é que as rochas que compõem essa paisagem pertencem à Formação Nhamundá, da Bacia Sedimentar do Amazonas. Elas têm aproximadamente 420 milhões de anos e guardam registros de um antigo ambiente marinho que existia na região.
O visual da cachoeira é muito bonito, sendo o seu entorno rodeado por floresta. A cachoeira é maior que a das Araras, mas estava mais cheia também. Perto da queda d'água tem um poço, que da para mergulhar. Ou da para ficar sentado entre as pedras, que formam pequenos poços. Mais longe da queda, tem um parte que vira praticamente uma piscina (mas rasa) com a água bem calminha.



Ao sair da cachoeira fizemos uma parada no Café Regional da Vivian, para fazer um lanche da tarde. O espaço é bem grande e servem inúmeras variedades de tapiocas. Comemos uma tapioca recheada com o classico x-caboquinho.
Dia 2: Presidente Figueiredo
PASSEIO 4: CACHOEIRA DAS ORQUÍDEAS
A Cachoeira das Orquídeas fica praticamente dentro da área urbana de Presidente Figueiredo, então não é necessário grandes deslocamentos para chegar até lá. O guia nos disse que nessa região costumava ter várias orquídeas (por isso o nome da cachoeira), mas o pessoal da cidade acabou retirando muita delas para enfeitar suas casas :( então hoje é possível ver poucas. É uma cachoeira pública.
A trilha é bem demarcada e são cerca de 2km para chegar até a cachoeira. Novamente a trilha para chegar até lá é muito legal. Vimos várias arvores nativas, escutamos o capitão do mato, vimos macacos, a formiga tucandeira, mini-sapinhos, palha branca e a palmeira Bacaba, que se parece bastante com a árvore do açaí. Existem larvas de besouros que se desenvolvem dentro de troncos da bacabeira. Algumas são consumidas tradicionalmente por comunidades indígenas amazônicas.
Tem uma parte da trilha que tem bastante areia; assim como a Cachoeira de Iracema, essa região fazia parte de um ambiente costeiro, com praias e águas rasas. Inclusive, as rochas que formam a cachoeira também pertencem à Formação Nhamundá. Cientistas encontraram nelas icnofósseis, que são marcas deixadas por organismos que viveram no antigo ambiente marinho há centenas de milhões de anos (na entrada do parque é possível ver esses registros).
A cachoeira é bem bonita e tem tons de água amarelados. Estava só a gente lá, uma delícia. Ela não é tão grande e possui uma queda de água pequena. Tem bastante pedra, é até difícil mergulhar.
O guia nos contou que ela ficou fechada ano passado por 6 meses, porque tinha uma onça que teve filhote lá.



PASSEIO 4: CACHOEIRA NATAL
A Cachoeira Natal é privativa e é um pouco perrengue chegar até lá, porque o acesso é através de uma estrada de chão bastante esburacada (e o ar condicionado do carro tinha estragado, então talvez nossa experiência tenha sido um pouco pior haha).
Tivemos que fazer uma trilha de 1km para chegar até lá - o carro até passaria, mas o portão estava fechado. No caminho vimos uma quantidade enorme de formigas fazendo uma trilha e atacando uma minhoca-açu, uma minhoca gigante. Aprendemos que em tupi, 'açu' significa grande e que o sufixo '-í', quando acrescentado ao final de uma palavra, pode indicar algo pequeno ou miúdo.

Ela é a cachoeira mais extensa, fica com cerca de 50m na época da cheia. Não está aberta sempre, porque quando o volume de água é muito grande, fica perigoso de entrar. Fomos um dos primeiros a visitar a cachoeira pós época da cheia. Ela estava começando a esvaziar e deu para entrar, mas de fato, puxava bastante. Novamente, estava só a gente na cachoeira.
Depois da cachoeira Natal fomos almoçar no Quintal Amazônico. Eles tem um beffet self-service à vontade e carnes/peixes na churrasqueira. Foi o melhor tambaqui que eu comi, estava uma delícia!
PASSEIO 5: LAGOA CRISTALINA
O nosso último passeio em Presidente Figueiredo foi na Lagoa Cristalina, que é uma propriedade privada. Para chegar na lagoa, passamos pelo rio vermelho, que como o nome diz, possui uma coloração bem vermelhada.
A lagoa é maravilhosa, extremamente cristalina e com um tom esverdeado. Possui águas de uma nascente subterrânea natural. Normalmente cada grupo só pode ficar 20 minutos lá, mas como fomos na segunda, dia em que ele normalmente está fechada, estava vazia e conseguimos ficar mais tempo. Vale muito a pena.



NOVO AIRÃO
Preços 2025
Ingresso adulto: 24 reais
Ingresso idoso, estudante: 12 reais
Horário
Aberto todos os dias das 08h às 17h20.
Site
Para maiores informações, acessar:
https://minalbabrasil.com.br/marcas/sao-lourenco/parque-das-aguas-sao-lourenco/
Ruínas de Paricatuba
não achei muito interessante - várias peças antigas, mas que vendem como se fosse muito legal
era uma casa que foi feita para abrigar os italianos para a exploração de seringueira, mas devido a um surto de malaria / ransoniase, nunca aconteceu. Desde então foi várias coisas, escola, prisão...
o moço que apresenta, o Sérgio, é da comunidade e é muito orgulhoso do prédio, isso foi o mais legal de ver. Ele está empolgado porque parece que a região vai receber o investimanto de mais de 1M para reconstruir o prédio e fazer lá um café
ele mostrou a árvore que anda que achei bem legal
Comunidade Tiririca
Um dos passeios mais legais que fiz. São ribeirinhos, Vivem 15 famílias lá, cada uma tem a sua casa. Possuem um restaurante ao público onde fazem um rodízio, e cada dia um grupo faz o almoço e depois o lucro é compartilhado entre eles. Almoçamos lá e estava uma delícia. Comemos um tambaqui assado.
Uma das pessoas da comunidade veio conversar com a gente que abrir para o turismos sustentável foi uma forma de manterem a comunidade viva, sem precisarem sair de lá para achar trabalho na cidade ou de explorarem a região, como agricultura.
Demos uma volta na comunidade pós almoço, eles possuem alguns animais que apareceram lá e acabaram sendo domesticados, mas que vivem livres. Como um gavião, uma preguiça, papagaios e araras. Foi super legal ver eles de pertinho, mas soltos na natureza
Eles possuem uma lojinha de artesanato também
Entramos no rio la perto
Vimos botos nadando lá por perto
Arquipélago Anavilhana
Várias ilhas, mas que o que vc ve são apenas as arvores alagadas, sem terra. O rio é muito extenso e amplo. Muito lindo
Vamos entrando em vários igapós e vendo árvores centenárias
Paramos para tomar um banho de rio
E conseguimos ver alguns botos cinzas também
Plataforma de botos
Chegando lá fazem toda uma introdução explicando que tem dois tipos de botos, o tucuxi e o boto cor de rosa.
A plaaforma começou como uma brincadeira de criança, alimentando os botos, e eles começaram a voltar sempre. Foi aberto ao público e as pessoas podiam inclusive nadar com os botos. Mas algumas pessoas começaram a abusar e chegar muito perto, abraçar e acuar os botos e a, comunidade começou a não se sentir mais confortável com isso e por isso as pessoas não podem mais entrar no rio.
Depois o IcmBIO resolveu intervir para ver se a atração continuaria aberta ou não -> eles entenderam que era uma fonte de renda para a comunidade, mas que deveriam existir regras mínimas -> então por exemplo, um boto come 6kg de peixe por dia, eles podem alimentar apenas 2kg, para eles continuarem com o instinto.
São mais ou menos 11 botos que aparecem por lá, e eles conhecem cada um e cada um tem seu nome. Eles são muiiito fofos. E na verdade eles são cinza com manchas rosas, mas eles ficam mais avermelhados devido ao rio negro.
podemos fazer carinho neles
e presenciamos uma briga kkk do chico
Cachoeira Natal
privativa
tivemos que fazer uma trilha de 1km para chegar até lá - que o carro passaria, mas o portão estava fechado
vimos formigas fazendo uma trilha na trilha (e comendo uma minhoca).
é a cachoeira mais extensa - fica com cerca de 50m na epoca da cheia
Não está aberta sempre, pq quando o volume de água é muito grande, fica difícil entrar. De fato ela puxava bastante
Lagoa Cristalina
Privativa também
Rio vermelho passar por lá
não precisa caminhar quase nada para chegar na cachoeira
lindaaa, poço calmo
- Rota do Café: A cidade de São Lourenço faz parte de uma das maiores e mais renomadas áreas produtoras de café do Brasil. A Rota do café é feita pela empresa Unique e proporciona uma vivência "in loco" sobre todo o processo de produção. Eles tem diversos tipos passeios, olhe mais no site: https://uniquecafes.com.br/rota-do-cafe/. Reserve com antecedência - quando eu fui olhar para ir, já não tinha mais algumas opções de passeio.
- Passeio de Maria Fumaça (Trem das Águas): O trem das águas é um trem turístico, puxado por uma autêntica Maria-Fumaça. O passeio acontece todos os finais de semana e feriados. Ele sai da estação de São Lourenço e vai ate Soledade de Minas. O passeio dura cerca de 2h no total. Eu li tanto reviews positivas quanto negativas desse passeio. Algumas pessoas falaram que era uma viagem pela história e outras que não era nada de mais e que a vista não era bonita. Como eu não tinha tanto tempo na cidade, eu preferi não fazer. Maiores informações em: https://www.tremdasaguas.tur.br/
- Tambaque de Banda: xxxxx
Lugares que eu não fui, mas me recomendaram:
- Circuito das Cervejas: xxxxx
Comidas Típicas:
